Cidades

Coité do Nóia: Estupro de jovem foi denunciado pelo Ministério Público ainda em fevereiro

03/04/2025
Coité do Nóia: Estupro de jovem foi denunciado pelo Ministério Público ainda em fevereiro
Foto: Reprodução

Embora o caso de um estupro, ocorrido no município de Coité do Nóia, em dezembro de 2024, tenha ganhado repercussão somente nos últimos dias, o Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio da Promotoria de Justiça de Taquarana, o acompanha de perto desde o início, tendo, inclusive, ofertado denúncia contra o autor no dia 28 de Fevereiro. O promotor de justiça Sérgio Ricardo Vieira Leite é o responsável pela elaboração do documento e foi quem atuou diretamente com a Delegacia de Polícia e também colhendo informações sobre o laudo técnico-científico para adotar as providências.

O caso em questão se deu em uma chácara no Sítio Poço, onde a vítima, além do estupro, sofrera outras agressões físicas comprovadas nos hematomas espalhados pelo corpo. Também de acordo com as análises feitas pelo neurologista, a jovem teria ficado sem respiração por um período o que teria comprometido o cérebro.

“Assim que tomamos conhecimento do caso, iniciamos o acompanhamento mantendo os contatos necessários com as autoridades para saber sobre o andamento do inquérito, dos laudos periciais e fazendo todos os levantamentos que pudessem respaldar a denúncia. Trata-se de um crime bárbaro, cheio de agravantes, planejado, visto que o acusado, para o cometimento do crime, dopou a jovem para garantir que seus desejos sexuais acontecessem sem qualquer tentativa de impedimento. Havia indícios suficientes de autoria e materialidade, com depoimentos da vítima e testemunhas, documentos emitidos pelos médicos e pela polícia científica e reforçamos a representação da polícia civil pedindo a decretação da prisão do autor que se encontra foragido”, declara o promotor de Justiça Sérgio Ricardo.

Na denúncia, o membro ministerial destacou as sequelas deixadas pela extrema violência à qual a vítima foi submetida necessitando de internação por 19 dias, cinco deles em estado de coma. Exames periciais apontaram que na corrente sanguínea da moça havia substâncias de Diazepan, Fenitopina, Haloperidol, Nordiazepan e Prometazina.

Pelo “coquetel” de medicamentos ingeridos pela vítima, o caso poderia ter culminado, inclusive, em morte, pois o alto nível das substâncias entorpecentes encontradas em seu organismo afetam o coração. Para que se tenha uma ideia da gravidade, segue pesquisa de alguns efeitos colaterais.

A Fenitopina, por exemplo, causa sonolência, tontura; o Haloperidol deixa quem ingere com problemas para controlar o movimento dos braços ou pernas; já o Nordiezapan causa moleza, Fraqueza muscular, Perda de peso rápida, Dificuldade para respirar e deglutir, dificuldade para erguer objetos e para suportar peso nos ombros, braços e pernas, além de causar perda do equilíbrio; e a Prometazina, que além da sonolência e sedação, provoca alterações cardíacas e confusão, .

“Não há dúvidas, diante dos laudos, de que os efeitos colaterais de todos os medicamentos juntos poderiam causar um choque anafilático. As consequências da perversidade foram tão graves que ela fez uso de cadeira de rodas, de fraldas descartáveis e, até o momento, continua com algumas limitações”, conclui o promotor.